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Descobri que bem perto do meu trabalho conseguiria àquele que foi considerado pela Veja Rio em 2007 o melhor salgado da cidade. O campeão daquele ano foi o croquete do Pavelka – Deli 43 , loja-restaurante especializada em embutidos e defumados. Quem não gosta de croquete??? Como não sou bobo nem nada, dias desses fui até lá provar do quitute… Seria o croquete realidade ou mais um mito gastronômico?

Mito ou realidade?

Realidade. O croquete é mesmo uma delícia. É servido quentinho, crocante por fora e cremoso por dentro. É difícil comer um só. Fica aquela vontade de voltar mais vezes. Preço: R$ 3,90 cada.

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Aproveitando a visita fiz meu almoço por lá. Pedi um prato de salsicha branca (R$ 6,50) com salada de batatas (R$ 4,90). A salsicha, muita saborosa chegou já um tanto fria na minha mesa. A salada com as batas em lascas, sem maionese, estava fresquinha com toque de ervas bem delicado. Uma opção interessante para variar o cardápio pelos lados do centro da cidade. Fica a dica.

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Pavelka – Deli 43
Rua Gonçalves Dias, 43, Centro
Tel.: 2222-1163
Rua João Lira, 97B, Leblon
Tel.: 2294-1745

Acho que isso já aconteceu com todo mundo… Sabe quando você foi naquele lugar super famoso ou comeu aquele prato mais que idolatrado, cheio de expectativas, mas após provar ficou decepcionado? Sabe quando depois de comer ficou pensando que não era tudo aquilo que haviam comentado?

Pois é, acho que todo mundo já passou por isso alguma vez. A verdade é que o mundo da gastronomia está repleto de mitos. Podemos discutir longamente aqui porque eles surgem. Marketing? Na maioria das vezes. Mas acho também que às vezes se deve ao emocional do comensal naquele momento. Um prato ou produto degustado em um momento pessoalmente especial, de felicidade, de emoção (e ai a questão do local entra influenciando diretamente, explicando um pouco das casas-mitos) tende a ficar mais prazeroso, mais gostoso… Daí esta opinião acaba de alguma forma se espalhando, ganhando corpo, fazendo nascer assim mais um mito da gastronomia.

E devo ressaltar que esses mitos estão longe de serem exclusivos da chamada “alta gastronomia”, atingem todas as classes gastronômicas! Por exemplo, o sanduíche de mortadela do Mercado Municipal de São Paulo. Em minha opinião, puro mito. Um monte de mortadela dentro de um pão francês, contrariando qualquer princípio de equilíbrio e proporção entre sabores, faz a gente só sentir gosto de mortadela e nem se lembrar que tem um pão em volta. Seria muito mais gostoso se fosse servido com menor quantidade de mortadela, pra sentir o gostinho do pão também… Você não acha???

Pois bem, com base nessa constatação, agora procurarei em meus posts desvendar esses mitos da gastronomia. Os tiozinhos do Fantástico que se cuidem! Kkkk… De agora em diante, sempre que eu estiver me referindo no blog a um prato, produto ou local que seja famoso, vangloriado ou algo do tipo, estarei exprimindo a minha mais direta opinião sobre ele: é mito ou realidade?

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A Cacau Show está com uma série de novos sabores de trufas neste verão. A variedade é bem grande, fica até difícil escolher um único sabor. O melhor é comprar uma de cada mesmo… Mas como trufa faz mal para dieta, resolvi experimentar a àquela que parecia ser mais diferente, a com recheio sabor de caipirinha. Foi uma ótima escolha. A trufa tem realmente gostinho de caipirinha. Parece que fica aquele gostinho de pinga na língua… Uma delícia! O melhor de tudo é que as trufas de chocolate da Cacau Show custam só R$ 1,20 cada.

Se eu fosse você, não deixava de experimentar. Aproveite o preço e compre outros sabores também. Tem de piña colada, graviola, torta de banana, entre outras.

Se tem uma carne que eu adoro é a de cordeiro. Ao contrário de muitos outros países, como os da Europa, onde a carne é amplamente consumida, no Brasil ela ainda faz pouco sucesso. Não sei se é devido ao preço, um pouco alto relativamente à carne bovina ou se é questão do sabor, estranho ao brasileiro…

O sabor é bem característico, e por alguns é tida como sendo uma carne “forte”… Para mim é uma carne de personalidade, e essa personalidade, bem trabalhada, alcança resultados maravilhosos à mesa.

Até minha experiência morando na Inglaterra tinha tido muito pouco contato com essa carne. Mas lá pude consumi-la bastante e passei a admirá-la. Sem contar o quanto é charmoso a forma como os chefs costumam montar os pratos, com os ossos dos carrés voltados para cima e apoiados uns aos outros.

E você, é fã da carne de cordeiro?

Em casa, de vez em quando eu asso um pernil ou uma paleta de cordeiro. Gosto muito dessas partes cortadas em “postas” contra o osso, tipo um ossobuco. Neste corte o resultado é uma carne extremamente macia e cheia de sabor, com brilho, conseqüência do tutano presente nos ossos e liberados durante o cozimento. Mas também faço partes inteiras, que exigem um tempo maior em fogo para assar e atingir os resultados de maciez desejados.

Tempos atrás fiz uma peça de pernil e ficou ótima. É fácil de fazer e agrada a todos os paladares.

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– pernil ou paleta de cordeiro
– sal
– pimenta do reino
– 1 garrafa de vinho tinto seco
– alecrim

Limpe qualquer excesso de gordura da peça, tomando cuidado para não retirar toda a gordura sob pena de ficar com uma carne ressecada ao final do preparo. Passe sal por toda a extensão da carne e pulverize com um pouco de pimenta do reino, sem exageros. Após cerca de 10 minutos, coloque a peça em um recipiente que a caiba e regue com o vinho. Corte ramos do alecrim e distribua por baixo e por cima da peça de cordeiro. Cubra com filme plástico e leve a geladeira, deixando marinar por pelo menos 12 horas. O ideal é de um dia para o outro.

Para assar, retire a marinada deixando não mais que um dedo de espessura de líquido junto à carne. Mantenha os ramos de alecrim. Leve para assar em fogo brando, coberto por papel alumínio por cerca de 2 horas. Retire o papel alumínio e deixe assar por mais cerca de uma hora  (é preciso virar a carne em cada metade dos tempos de cozimento, com e sem papel alumínio).

Se quiser um acompanhamento, pode acrescentar batatas junto à carne na hora restante do cozimento.

Os meus vieram em uma caixinha (R$ 6,00 caixa com 3 unidades), mas você pode comprá-los separadamente se preferir (R$ 2,50a unidade), mas já adianto, vai querer comer bem mais que um!

O Madrilenho é um pão doce vendido desde 1942 na tradicional Confeitaria Manon, no Centro do Rio. Massa super leve e macia, que derrete na boca. Cobertos de creme e com uma “gota” de goiabada em uma das pontas, é todo polvilhado com açúcar. É daqueles doces que marcam a gente e só de lembrar já ficamos com água na boca, não vendo a hora de comer novamente.

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Quando eu estive na Manon pela primeira vez, atraído pela vitrine mais que apetitosa da casa, nem imaginava que estava diante de uma casa tradicional da cidade, que vendesse um produto famoso. Simplesmente me vi perdido diante de tantas aparentes gostosuras que perguntei a balconista qual era o campeão de vendas. Bingo! Conheci o Madrilenho.

Se, assim como eu, é novo na cidade, ou está de passagem por aqui, uma obrigação experimentar! Você ainda aproveita sua passagem pela confeitaria e manda encher uma caixinha deles para dar de presente para alguém que goste. Só vai ser difícil não mudar de idéia depois e ficar com todos eles para você! Hehe…

Confeitaria Manon
Rua do Ouvidor, 187/189, Centro
Fone: (21) 2221-0245

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Já havia folheado alguns pontos específicos deste livro, que está na minha estante já faz uns dois anos, mas só agora resolvi lê-lo por completo. O livro “Um Cientista na Cozinha”, do Hervé This (Ed. Ática), expõe com propriedade e um toque de bom humor os acontecimentos físicos e químicos que acontecem quando cozinhamos os alimentos nas várias situações e receitas conhecidas.

Sabe aqueles truques que passam de geração em geração, que parecem não fazer o menor sentido, mas que basta modificá-los e sua receita sai toda errada? Por que devemos acrescentar lentamente o óleo quando fazemos uma maiosese? Por que ao ferver o leite ele derrama e a água não? Por que o suflê baixa se abrirmos a porta do forno? Pois bem, o Hervé traz explicação científica para essas e muitas outras questões.

Se você, assim como eu, não tem tanta intimidade com aminoácidos, ésteres, glicídios, enzimas, etc., talvez a leitura não flua tanto como se possa desejar. Mas acaba sendo sim uma leitura muito interessante para quem gosta de cozinhar. Essa onda atual da chamada “cozinha molecular”, tem muito haver com o trabalho do Hervé.

Particularmente eu estou lendo porque estou sentindo um pouco a falta desse tipo de conhecimento para evoluir nas minhas receitas. Acho que é importante para quem gosta de criar seus próprios pratos, para àquele que deseja dar um passo adiante nas suas aventuras na cozinha. É uma forma de ser capaz de controlar melhor o “processo” e assim chegar mais facilmente ao resultado imaginado.

Aliás, sabia que o ponto das claras em neve é quando esta sustenta o peso de um ovo inteiro com casca? Não sabia??? O Hervé This me ensinou…

Depois da indicação de um amigo fiquei curioso e fui conhecer o Filet e Folhas da Rua do Rosário. Achei uma boa pedida, pois a indicação dizia em comer bem com bom preço. Ainda uma oportunidade para eu fugir do self-service à kilo, que tenho abominado…

O local é relativamente pequeno, mesmo contando com um segundo pavimento. Precisei esperar uns 10 minutos para conseguir uma mesa.

Sei que lá tem entradinhas famosas, como o caldinho de feijão (R$ 2,60)e o pão de linguiça (R$ 4,80). Mas tudo isso faz muito mal para a dieta. Infelizmente deixei para outro dia.

Fiz a opção do grelhado com dois acompanhamentos a escolher. São várias opções de grelhados, molhos e acompanhamentos. Montei então com peixe (ai, ai,ai… me fugiu o peixe… sorry!) com molho de manteiga com ervas, batata roesti e arroz integral (R$ 19,90).

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Destaco o arroz. Diferentemente do que se costuma achar por ai, integral úmido e saboroso, temperadinho… Bem gostoso! O peixe veio em porção farta. O molho estava apenas regular, as ervas poderiam ser mais frescas, integradas apenas ao final da preparação. A roesti estava bem crocante por fora e macia por dentro, sequinha, bom acompanhamento.

No Filet também há vasta opções de ingredientes para montagem de saladas de acordo com a preferência do cliente, vendidas em dois tamanhos. Pelo que vi em algumas mesas são bem fartas. Pratos do dia e sobremesas também completam o cardápio.

O Filet e Folhas é com certeza uma boa opção aos buffets do Centro do Rio. Comida boa com bom preço.

Filet e Folhas
Rua do Rosário, 104, Centro
Fone: (21) 2222-4151

Olá amigo(a).

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Depois de muito tempo “parado”, cá estamos nós novamente, só que em nova plataforma, novo layout, novo nome, nova cidade sede… Enfim, muita coisa nova. Um pouco desta história e um pouco da origem desta vida de blogueiro gastrônomico deixei em um texto na página Sobre este blog. Vá até lá e confira.

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