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img002A Páscoa está chegando e você, que costuma presentear os amigos e parentes com chocolate, cuidado para não presenteá-los com esse da Hershey’s. Refiro-me ao Special Dark, com 60% de cacau e sabor de menta.

Quando o vi na prateleira do supermercado fiquei realmente atraído, adoro chocolatinhos com sabor de menta. Porém, neste da Hershey´s parece que erraram a mão na menta. É forte demais. Você come e fica com a boca “gelada”… Sabe quando escovamos o dente?

Eu não gostei. Se ficou curioso e quiser arriscar… Hehe…

Reportagem super bacana sobre o Guia Michelin apresentada na Globonews. Vale a pena conferir! Clique aqui.

Semana passada falei da questão dos pratos quentes para servimos nossa salada em alguns restaurantes do tipo bufê (por quilo ou por pessoa) e acho que este é o ensejo necessário para ir mais fundo nesta questão e discutir sobre os problemas desta forma de serviço. Eu, particularmente, não gosto de muitos desses restaurantes.

Alguns têm ótima comida, bem preparada, mas é realmente difícil, para mim, sair de um restaurante desses realmente satisfeito. Conto nos dedos àqueles que conseguiram isso.

A verdade é que há várias razões para este meu sentimento. Muitos dos problemas deste tipo de serviço foram muito bem lembrados pelo Luiz Américo em seu blog, tempos atrás. Transcrevo:

“É evidente que um restaurante que trabalha com bufê tem suas limitações. Os pratos estão lá, expostos, prontos, aquecidos, com todos as desvantagens que isso pode gerar numa comparação com uma receita feita à minuta. Alguns ressecam, outros amolecem e aí vai. Anthony Bourdain costuma dizer que comida de bufê é comida morrendo a olhos vistos. Exageros à parte, quem trabalha com o sistema precisa ser cuidadoso e, mais ainda, sábio. Deve montar seu cardápio tendo conhecimento do que funciona, do que não dá certo(…)”

Há também vários outros tipos de problemas com este tipo de serviço:

  • A apresentação dos pratos fica prejudicada. Poucos restaurantes conseguem apresentá-los com estilo, de forma a aguçar nossa “libido” apenas pelo visual dos pratos.
  • A maioria aposta em uma variedade grande de comidas. Isso faz com que, em minha opinião, seja muito difícil comer nesse tipo de restaurante. Não é difícil se perder na variedade de pratos e na vontade de experimentar várias coisas, transformando sua refeição em um verdadeiro samba-do-crioulo-doido! É feijoada com espaguete com peixe com salada e ai vai… Urgg! Isso dá uma baita indigestão! Escolher e harmonizar o que comer não é tarefa fácil. Não acham?
  • Imagina também aquela comida ali toda exposta, com gente conversando enquanto se serve, de mãos sujas… Acho que a assepsia das comidas fica um pouco prejudicada.
  • É também difícil imaginar que um restaurante que faz 50 pratos diferentes (falando bem por baixo, tem uns que tem bem mais que isso) consiga executá-los, todos, da melhor forma. Consiga dedicar o mínimo de cuidado e presteza na elaboração dessas queridas comidinhas. Alguns conseguem se safar desse problema, em uma execução bem feita, com bom resultado, mas muitos escorregam feio nesse ponto.
  • Aqui no centro do Rio de Janeiro, onde almoço todos os dias, tem ainda o problema da lotação das casas. São filas grandes para se servir e depois para pagar a conta. É uma batalha conseguir um lugar… Uma mesa privativa para você ou sua companhia, quase nunca é possível. E o pior, o garçom fica te encarando como quem diz “Hey, vai logo com isso que precisamos desse lugar para outra pessoa!”. Tanto é assim que basta dar a mínima demonstração de que acabou de comer para ter o prato rapidamente retirado da mesa. Fica faltando só o convite para se levantar! Hehe… Dia desses, querendo me servir novamente na pista, pedi ao garçom que mantivesse minha bebida sem ser retirada e que não cedesse o meu lugar. Quando voltei estava sem bebida e sem mesa. E duro que eu sabia que aquilo não ia dar certo…

Mas bem amigos, claro que há os bons do ramo. A nós, que invariavelmente temos que “enfrentá-los”, cabe selecioná-los e nos mantermos fiéis.

E você, concorda comigo?

kuat_eko

Andei experimentando o novo guaraná Kuat Eko, com chá verde. Estava com a maior expectativa, mas… Quase não senti o gosto do chá. Senti apenas aquele gostinho residual que fica na língua depois da golada (retrogosto?), agradável, mas beeeem suave…

Na minha opinião podiam ter deixado o sabor do chá um pouquinho mais evidente. Mas mesmo assim é um produto gostoso, não é muito doce, é refrescante… Ah, o visual das embalagens é diferenciado (como toda a linha, diga-se) muito bonito!

E você, já provou o novo guaraná Kuat Eko? O que achou???

uponhighblogspotcom

Invariavelmente sou obrigado a almoçar em restaurantes do tipo bufê por quilo. Eles são abundantes no centro do Rio de Janeiro, onde trabalho, e acabam sendo uma boa opção para não perder muito tempo no horário do almoço.

Tenho uma série de restrições a este tipo de restaurante, algo que comentarei em um post futuro. Mas o que tem me surpreendido é que, constantemente, me encontro em uma situação onde tentam assassinar a minha salada!

Ao pegar o prato, muitas vezes eles estão bem quentes. Podemos pensar: “ótimo, prato limpo, esterilizado…”. Mas me digam, como é que eu coloco a salada em um prato que está quente? É colocar umas folhas verdinhas ali e elas começarão a definhar ali com calor excessivo…

Essa questão é com certeza um grande descuido dos restaurantes, que talvez ajam amparados pela grande demanda local ou simplesmente pelo baixo nível de exigência dos comensais…

Sei que eu gosto de comer salada fresquinha e que, quando me deparo com esta situação, sou obrigado a pular a seção das saladas e ir direto para a das massas ou da feijoada… E vamos e venhamos, isto não é nada bom para a minha dieta!

Imagem da salada retirada do do blog “uponhigh.blogspot.com”.

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Acabei de chegar de uma cafeteria que costumo freqüentar. Acontece que hoje me surpreendi ao perceber que meu troco estava menor pela mesma xícara de café expresso. Eram R$ 2,50, agora são R$ 3,00 pela xícara. Buscando pela memória, acredito que esta é a média das xícaras mais caras, àquelas dos locais que se propõem fornecer cafés feitos de grãos altamente selecionados, daqueles de cultivos ou blends especiais… Mas veja, este lugar não tem nada de mais. Serve sim um bom café, correto, mas só isso. E o que tenho sentido é que este patamar de preço está virando padrão, pelo menos por aqui, e o pior, tem alguns que não valem um tostão furado, de tão mal feitos. Será que uma xícara de café expresso apenas correto, vale três reais? Seria culpa da bolachinha/chocolatinho que agora todas as cafeterias resolveram servir junto com a xícara? Cadê as xícaras vendidas por menos de dois reais?

Sempre achei que o bom café expresso é um dos prazeres de melhor custo-benefício da Terra. Não era preciso racionar, pintou a vontade, dalhe café expresso! Pelo jeito, acho que estes dias estão contados…

E para você, quanto vale um café expresso???

Tem dias que são cheios, difíceis… E tem semanas que são cheias desses dias. E quando isso acontece, qual a conseqüência? O blog fica carente, sem posts novos… Este blogueiro fica meio cabisbaixo, jururu, entristecido com a impossibilidade de não poder dividir com seus fiéis leitores suas mais novas teorias (nada conspiratórias) sobre a gastronomia (ou algo que o valha!)…

Mas como que a Fênix surgida das cinzas… Cá estou eu novamente para falar dos prazeres da mesa (e do balcão, da geladeira, da prateleira do supermercado…)! Kkkk…

Bem, tudo isso só para o desabafo desesperado deste que vos escreve, que, com a cabeça repleta de “assuntos” para comentar, não teve um tempinho sequer para escrever essa semana. Fica difícil até escolher sobre o que falar hoje…

Mas como o assunto último foi meu vidrinho de curry para moer na hora, nada melhor que dividir uma receita que fiz dias atrás que se utiliza em profundidade desse nobre tempero. Inspirado nos sabores da Ásia, fica a dica para o seu fim de semana:
– camarões médios
– leite de coco
– óleo de gergelim torrado
– gergelim
– cebolas pequenininhas
– pimenta vermelha
– coentro
– curry, claro!

Levei o leite de coco ao fogo após refogar rapidamente 2 dentes de alho amassados em óleo de gergelim. Acrescentei o curry e as cebolas que precisam ser aferventadas por uns 10 minutos em separado, pois do contrário ficam duras. Coloquei a pimenta e depois de apurar um pouquinho o molho, acrescentei os camarões já salgadinhos. Deixei cozinhar até que os camarões ficassem róseos e desliguei. Acertei o sal. Acrescentei um pouquinho de coentro, só pra dar um gostinho de leve. Ao servir, salpiquei um pouquinho de gergelim sobre os camarões. Ficou muito bom! O resultado:

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Um tempo atrás, andando pelos corredores de um supermercado da rede Zona Sul, aqui no Rio, me deparei com uma linha de especiarias em grãos super interessante. Elas veem em embalagens de vidro com moedor embutido, para se moer o produto na hora de utilizar. Não resisti a tentação e comprei um composto de tipo curry (R$ 13,00). São da linha Mühle de uma marca austríaca, a Kotányi.

É totalmente diferente utilizar-se de um curry que acaba de ser moído. O frescor e o aroma das especiarias ficam evidentes e o prato ganha muito em sabor. Se você, como eu, não resiste a este tempero das Índias, não deve deixar de tê-lo. Muito melhor que àqueles já moídos que encontramos aos montes por ai…

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Como diria O Chef Alan do Programa Mestre Cuca, tem coisa que é gostosa, tem coisa que é muito gostosa e tem coisa que é suuuupergostosa. Esse filé uma dessas coisas que ficam supergostosas!

A idéia era fazer medalhões de filé mignon com uma crosta bem gostosa, dar aquele crocante à carne e torná-la ainda mais especial.

Geralmente, quando quero fazer um prato que eu nunca fiz ou utilizar de alguma técnica ou ingrediente que eu não tenha familiaridade eu utilizo do mesmo processo: vou até meus livros e a internet e busco várias receitas. Deste amontoado de informações, extraio àquelas que acho mais pertinentes e interessantes e elaboro a minha própria receita.

Acontece de não dar certo? Sim, acontece. Poucas vezes, ainda bem! Mas esta receita especificamente é uma daquelas que eu diria que deu muito certo.

Você vai precisar de:
– Medalhões de filé mignon
– Fatias de pão de forma maceradas
– Pistaches sem casca, em pedacinhos
– Queijo parmesão
– Sal, pimenta do reino, azeite e manteiga

Misture o pão, o parmesão e o pistache, na proporção 2-1-2. Coloque um pouquinho de azeite ao ponto de umedecer a mistura e dar certa liga, mas sem exageros. Reserve.

Tempere os medalhões com sal e pimenta do reino à gosto. Aqueça uma frigideira antiaderente com um pouco de manteiga e azeite. Quando estiver quente, coloque os filés e sele suas partes.

Quando estiverem no ponto, retire os medalhões e com a mão coloque a mistura de ingredientes que formará a crosta, por cima, cobrindo toda a superfície, com boa espessura. Coloque no grill do forno por uns 3 minutos ou até que fique moreninho. Você pode também voltar os medalhões para a frigideira com mais manteiga e com a mistura para baixo, para fazer a crosta. Da primeira forma deu muito certo e evita de utilizar mais gordura.

Para acompanhar fiz batatas cozidas em caldo de carne e vinho tinto. Um molho de cogumelos em vinho tinto também acompanha muito bem o prato.

Nota: acho que eu preciso fazer a consideração aqui de que eu cozinho de forma muito intuitiva e que para mim é muito difícil passar exatas quantidades dos ingredientes de uma receita. Infelizmente. Mas fica o “conceito” da receita, que possibilitará àquele com alguma prática executá-la.

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