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Já faz um tempo que eu queria escrever aqui sobre o Cazuela Grill, restaurante do tipo self-service localizado aqui perto do meu trabalho e que se diferencia dos demais restaurantes do tipo.

Já escrevi aqui sobre minhas restrições aos restaurantes do tipo bufê a quilo (clique aqui e leia), mas a verdade é que acabo os freqüentando bastante. Não dá para negar que são o que temos de mais prático, rápido e econômico no dia-a-dia dos almoços fora de casa…

O legal do Cazuela é que lá os pratos são apresentados de forma que ficam valorizados, em travessas rasas de porcelana branca. O cardápio sem aquela variedade insana de pratos é criativo, com receitas bem preparadas. O restaurante, que se diz especialista em culinária espanhola, serve a melhor paeja que eu já comi.

O espaço é agradável e relativamente pequeno. Na hora do almoço a disputa pelos lugares é grande, mas nada anormal. Para mim uma das melhores opções deste tipo no centro do Rio.

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E agora vou te contar um segredinho. A lanchonete Municipal Café, distante uns 30 metros do Cazuela, na mesma rua, é do mesmo proprietário e serve praticamente a mesma comida. O Cazuela tem um ou outro prato a mais, além dos grelhados. Mas a preparação sai toda de uma mesma cozinha e o cardápio é coincidente em uns 90%.

O espaço do “Municipal” é apertadinho, há poucos lugares. Mas se você não fizer questão dos grelhados ou da paeja (há sempre muitas coisas boas no menu básico do dia), o almoço no municipal é bem mais barato. R$ 24,00 o quilo, enquanto o Cazuela lhe cobrará R$ 39,00!

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Como administrador, confesso que achei tudo isso bastante interessante. È um caso perfeito de segmentação de marketing em restaurantes, não acha? Praticamente a mesma comida, mas servida em ambientes diferentes, para públicos com expectativas diferentes, fazem a diferença no preço.

Bem, acho que era isso… Faça sua escolha e bom apetite!

Cazuela Grill
Rua Alcindo Guanabara, 20 – Centro
(21) 2220-7763‎
Lanchonete Municipal
Rua Alcindo Guanabara, 24 – Centro
(21) 2240-8823

Cá estou eu de novo… Saudades de escrever por aqui. Tem sobrado quase nenhum tempo e/ou energia para compartilhar das delícias da vida gastronômica aqui no blog. Felizmente hoje estou conseguindo.

Geralmente já tenho muitos assuntos para falar e não consigo explorar todos. Fincando algum tempo sem escrever, a ansiedade para escrever sobre várias coisas é grande!

Mas queria falar do Rio Restaurant Week que acabou no último domingo. Infelizmente pouco pude aproveitar do evento. Fiquei uma semana inteira viajando e minha logística aqui no Rio é complicada, conciliar os horários do evento nos restaurantes (alguns só serviam almoço ou jantar) com a minha disponibilidade é bem difícil. Além do mais, tenho duas filhas pequenas que ainda vão demorar um pouco para gostar de ficar sentadinhas quietinhas em uma mesa de restaurante sem achar que talhes e copos são brinquedos e que os demais comensais presentes estão com paciência de ouvi-las gritar e chorar (sim, ela gritam, choram, dependendo do que ocorre, da vontade delas que não é atendida…).

Primeiramente, queria fazer uma analise um pouco mais profunda dos restaurantes participantes. Achei a adesão ao evento muito pequena. Pouquíssimas das boas casas da cidade participaram. Poucos cardápios chamavam a atenção.

Com certeza a explicação que as casas devem dar é a de que não é possível oferecer os 3 pratos pelos preços praticados pelo R.W. Seus custos são altos, seus ingredientes são de altíssima qualidade e etc.

Mas não é importante um evento que divulga as casas, democratiza a boa gastronomia e ainda ajuda o social? Será que não valeria um esforço (não estou falando em prejuízo) para viabilizar a participação? Não é o R.W. uma ótima oportunidade de apresentar a casa, ganhar fãs que vão querer voltar dispostos a pagar os preços normais? Em tempos de crise, onde se discute, entre outras coisas, sobre os preços cobrados pelos restaurantes (custo X benefício), da valorização da cozinha de bistrô, não valeria a pena participar?

Mais ainda, o que eu acho principal nessa discussão e que ficou atormentando a minha cabeça nesses dias: o que é a alta gastronomia, o que compreende uma cozinha de alta qualidade? Está mais relacionada com os produtos utilizados ou com a técnica? Não é possível fazer alta gastronomia, (um prato criativo, saboroso, bem apresentado e preparado com técnica), utilizando-se de produtos simples, do nosso dia-a-dia?

Bem, minha experiência com o evento acho que provou que é sim possível participar do evento com grande estilo. Fui ao Sawasdee e gostei muito.

A verdade é que o R.W. estava acabando e percebi que iria acabar não aproveitando nada. Então, após alguma analise das possibilidades, resolvi ir com a família ao Shopping Fashion Mall e ver se conseguiria almoçar com as crianças no Sawasdee Bistrô.

Chegando ao restaurante, dei uma “sentida” no ambiente para verificar se seria viável almoçar ali com a “galera” toda. Encorajado pelos funcionários da casa, me sentei em uma das mesas externas ao salão principal (no corredor do shopping) onde minhas filhas teriam espaço para brincar. Mesmo sabendo que não era tão simples assim, resolvi arriscar.

Digamos que não foi fácil e que houve momentos de dificuldade de domar as “pestinhas”. Não conseguimos dispor da tranqüilidade que aquela refeição merecia. Mesmo assim, posso dizer que a comida estava excelente. Pratos “simples”, sem produtos ou ingredientes muito incomuns (mesmo para uma cozinha Tailandesa), mas tudo perfeitamente preparado, cheios de sabor.

O Sawasdee está mais que recomendado para qualquer um que aprecie os sabores exóticos de origem (ou inspiração) asiática.

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Caldinho: leite de coco, gengibre e cebolinha.


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Salada de folhas verdes com molho thai.


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Massa de arroz com legumes variados e tiras de filé mignon.


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Arroz jasmin salteado com mix de vegetais, alho, coentro e limão.


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Sorvete de coco na casquinha de especiarias, calda de chocolate e coco torrado.


Quero destacar também o atendimento que me foi prestado. O melhor que tive no Rio de Janeiro até agora. Cortez, educado, eficiente. Mais que excelente!

P.S.1: Minhas amadas filhas não são capetinhas mal-educadas, apenas crianças que pela pouquíssima idade (3 e 1 anos) ainda preferem brincar a ficar sentadas em uma mesa… Sem babá e sem familiares na cidade, eu e minha esposa ainda ficamos limitados quanto aos lugares que podemos ir na cidade. Aliás, este um bom assunto para um próximo post!

P.S.2: Peguei também um almoço do R.W. no Applebees. Mas esse ai é fast-food, fui porque já estava ali no Barra Shopping. Sem destaque que mereça ser comentado, a não ser que teria achado extremamente caro se eu tivesse pago o preço normal dos pratos que comi lá…

Sawasdee Bistrô
Estrada da Gávea, 899, Lj 101A (Fashion MAll)- São Conrado
Telefone: (21) 3322-2150

Na semana passada passei rapidamente pela simpática cidade de Aracaju, no Sergipe, a trabalho. Apesar do tempo restrito, pude conferir alguma coisa da gastronomia local.

Passando em frente ao Cariri, resolvi provar do famoso caranguejo local. Tive uma desastrosa experiência lidando com o exoesqueleto de dois caranguejos feiosos, magrelos e nada apetitosos. Não gosto nem de lembrar…

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O martelo e os destroços do caranguejo…

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É muito belo o teto do Cariri. Trabalho com tecidos estampados, um charme!

Tive uma muito melhor experiência no almoço. Comi um prato a base de camarões bem agradável no República dos Camarões. Prato com camarões tenros, molho a base de vinho branco e acompanhamento de arroz branco e purê de batatas. Acrescido de uma latinha de refrigerante, minha conta ficou em R$ 24,00.

Mas essas duas refeições não foram programadas e ocorreram por oportunidade. Programei mesmo uma visita ao O Miguel, restaurante já há muitos anos com uma estrela do Guia 4 Rodas. Objetivo: a carne de sol (R$ 24,00 meia porção), recomendada pelo Guia que, em nota, afirma nem ser necessário consultar o cardápio.

Mito ou realidade?

Mito. Bem, o que ocorreu foi que comi uma boa carne, servida em ótimo ponto. Só que os acompanhamentos eram muito fraquinhos. Tirando, talvez, o pirão de leite, que estava gostosinho, o resto não estava à altura da carne (arroz, vinagrete e farofa). Então me pergunto: se este é o principal prato da casa, entendo que muito desta “estrela” que o Guia lhes confere se deve a ele. Mas, uma boa carne de sol, com acompanhamentos fraquinhos, é o que basta para ter uma estrela do Guia? Já comi tantas coisas melhores em restaurantes sem estrela nenhuma…

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Observação: Fui no jantar. Eram umas 20:30 h. Somente uma mesa era ocupada. Apenas um cliente. Eu! Assim, não dá para avaliar o atendimento, que foi super personalizado!

O Miguel

Av. Antônio Alves, 340, Atalaia Velha

Fone: (79)3243-1444

Cariri

Av. Santos Dumont, S/N – Orla da Atalaia

Tel.:(79) 3243-1379

República dos Camarões

Av. Santos Dumont, S/N – Orla da Atalaia

Tel: (79) 3243-2989

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Chegou minha vez de experimentar o frozen iorgute da Yogoberry.

É realmente leve e refrescante. É gostosinho. Não acho que substitua um sorvete tradicional, se esta for a sua vontade. É algo um pouco diferente.

O smoothie, que é o iogurte batido com frutas, deve ser mais interessante. Infelizmente não experimentei.

O produto combina com o Rio de Janeiro. Eu experimentei o gelado na loja do Barra Shopping, ponto que não tem nada haver com o produto. É produto de verão, para ser consumido em lugar aberto, no calor. Para o depois da praia me pareceu perfeito. Portanto, prefira a loja de Ipanema.

O meu custou R$ 10,00: copinho médio com três coberturas. Sem cobertura custaria R$ 8,00, mas o produto não é nada sem coberturas (começa em R$ 6,00, copo pequeno, sem coberturas). Achei caro. O sensacional sorvete do Mil Frutas (que também é caro), começa em R$ 7,00 e não carece de nenhum outro complemento.

Agora, considerando que a loja estava lotada de gente e vendendo sem parar, desconsidere as minhas restrições ao produto. É melhor você ir até uma loja e ter sua própria experiência…

Yogoberry
Barra Shopping e
Rua Visconde de Pirajá, 282, Ipanema
Fone: 3281 1512
Foto do site da Yogoberry. Coincidentemente tomei um igual a esse ai.

Um dos meus lugares preferidos para almoçar aqui no centro do Rio de Janeiro é o Tarantino. É com certeza uma das melhores relações de custo-benefício das redondezas. Prova disso é a fila que se forma na hora do almoço.

O lugar é bem agradável, amplo, e os pratos servidos no sistema a la carte. O serviço é ágil mas a lotação da casa o torna um pouco confuso e apressado demais. Tudo isso combinado com o sistema online de pedidos faz com que não seja possível alterar os acompanhamentos dos pratos do dia.

O que mais gosto é que há boa criatividade nas opções do cardápio, principalmente no menu do dia. Geralmente fico bem indeciso na hora da escolha. Um prato com bebida não alcoólica e 10% do serviço não costuma ultrapassar os R$ 30,00. Com certeza um bom preço para o Rio.

Minha experiência no Tarantino é de comida saborosa, em fartas porções. Já experimentei vários pratos e a maioria deixou boa impressão. A execução nem sempre é perfeita, talvez pelo volume de refeições servidas, mas não chega a comprometer a restauração.

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É, com certeza, uma boa opção para almoço na região central da cidade. A foto ai de cima foi tirada em um dos melhores dias meu lá. Trata-se de espaguete bicolor com primavera de legumes (no ponto perfeito, crocantes) acompanhado de salmão e outros frutos do mar grelhados, todos no ponto exato de cocção. Prato leve e saboroso!

E você, conhece o Tarantino? O que acha?

Tarantino
Rua Senador Dantas 55, Centro
Também na Rua do Rosário, Centro

Descobri que bem perto do meu trabalho conseguiria àquele que foi considerado pela Veja Rio em 2007 o melhor salgado da cidade. O campeão daquele ano foi o croquete do Pavelka – Deli 43 , loja-restaurante especializada em embutidos e defumados. Quem não gosta de croquete??? Como não sou bobo nem nada, dias desses fui até lá provar do quitute… Seria o croquete realidade ou mais um mito gastronômico?

Mito ou realidade?

Realidade. O croquete é mesmo uma delícia. É servido quentinho, crocante por fora e cremoso por dentro. É difícil comer um só. Fica aquela vontade de voltar mais vezes. Preço: R$ 3,90 cada.

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Aproveitando a visita fiz meu almoço por lá. Pedi um prato de salsicha branca (R$ 6,50) com salada de batatas (R$ 4,90). A salsicha, muita saborosa chegou já um tanto fria na minha mesa. A salada com as batas em lascas, sem maionese, estava fresquinha com toque de ervas bem delicado. Uma opção interessante para variar o cardápio pelos lados do centro da cidade. Fica a dica.

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Pavelka – Deli 43
Rua Gonçalves Dias, 43, Centro
Tel.: 2222-1163
Rua João Lira, 97B, Leblon
Tel.: 2294-1745

Os meus vieram em uma caixinha (R$ 6,00 caixa com 3 unidades), mas você pode comprá-los separadamente se preferir (R$ 2,50a unidade), mas já adianto, vai querer comer bem mais que um!

O Madrilenho é um pão doce vendido desde 1942 na tradicional Confeitaria Manon, no Centro do Rio. Massa super leve e macia, que derrete na boca. Cobertos de creme e com uma “gota” de goiabada em uma das pontas, é todo polvilhado com açúcar. É daqueles doces que marcam a gente e só de lembrar já ficamos com água na boca, não vendo a hora de comer novamente.

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Quando eu estive na Manon pela primeira vez, atraído pela vitrine mais que apetitosa da casa, nem imaginava que estava diante de uma casa tradicional da cidade, que vendesse um produto famoso. Simplesmente me vi perdido diante de tantas aparentes gostosuras que perguntei a balconista qual era o campeão de vendas. Bingo! Conheci o Madrilenho.

Se, assim como eu, é novo na cidade, ou está de passagem por aqui, uma obrigação experimentar! Você ainda aproveita sua passagem pela confeitaria e manda encher uma caixinha deles para dar de presente para alguém que goste. Só vai ser difícil não mudar de idéia depois e ficar com todos eles para você! Hehe…

Confeitaria Manon
Rua do Ouvidor, 187/189, Centro
Fone: (21) 2221-0245

Depois da indicação de um amigo fiquei curioso e fui conhecer o Filet e Folhas da Rua do Rosário. Achei uma boa pedida, pois a indicação dizia em comer bem com bom preço. Ainda uma oportunidade para eu fugir do self-service à kilo, que tenho abominado…

O local é relativamente pequeno, mesmo contando com um segundo pavimento. Precisei esperar uns 10 minutos para conseguir uma mesa.

Sei que lá tem entradinhas famosas, como o caldinho de feijão (R$ 2,60)e o pão de linguiça (R$ 4,80). Mas tudo isso faz muito mal para a dieta. Infelizmente deixei para outro dia.

Fiz a opção do grelhado com dois acompanhamentos a escolher. São várias opções de grelhados, molhos e acompanhamentos. Montei então com peixe (ai, ai,ai… me fugiu o peixe… sorry!) com molho de manteiga com ervas, batata roesti e arroz integral (R$ 19,90).

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Destaco o arroz. Diferentemente do que se costuma achar por ai, integral úmido e saboroso, temperadinho… Bem gostoso! O peixe veio em porção farta. O molho estava apenas regular, as ervas poderiam ser mais frescas, integradas apenas ao final da preparação. A roesti estava bem crocante por fora e macia por dentro, sequinha, bom acompanhamento.

No Filet também há vasta opções de ingredientes para montagem de saladas de acordo com a preferência do cliente, vendidas em dois tamanhos. Pelo que vi em algumas mesas são bem fartas. Pratos do dia e sobremesas também completam o cardápio.

O Filet e Folhas é com certeza uma boa opção aos buffets do Centro do Rio. Comida boa com bom preço.

Filet e Folhas
Rua do Rosário, 104, Centro
Fone: (21) 2222-4151

Há tantos restaurantes e outras opções bacanas abrindo em Ribeirão que me impressiono com a carência que ainda há quando procuramos por uma boa cantina italiana. Claro, estou desconsiderando aqui restaurantes mais requintados que têm também a comida italiana como base, exemplos de Tulio Santini e Amici. Também conseguimos encontrar boa comida italiana em restaurantes de cardápio variado, como Duets, Napoleon, entre outros. Mas uma cantina mais típica italiana, com ambiente descontraído, com comida boa e farta, sem preços exagerados, só considero existir uma opção relevante na cidade: a Tratoria Zio Totó.

Você poderia até me dizer que tem também a Trattoria Boulevard, mas… Urrghh!!! Só de me lembrar já me dá enjôo… Pode ser tema de um outro post mas a Boulevard não é lugar de quem gosta de comer bem!

No Zio Tottó, a preços honestos, come-se muito bem. Já comi um pouco de tudo lá, mas destaco os filés e as lasanhas. Outro dia com a família comi a lasanha com molho fungi. Huumm, verdadeira perdição! Sabe quando ela desmancha de tanto molho… Dá água na boca só de lembrar… Olha a foto precária ai em baixo que eu tirei do meu celular e vai entender…

Os filés são muito bem servidos e há várias opções ótimas. Gosto bastante do filé com molho de fungi secchi e talharim gratinados com queijo mussarela. Delícia! Tem também um que é com pesto de rúcula, tomate seco e mussarela de búfala. Outra ótima pedida.

Amigo, outra coisa. Se não estiverem assim tão famintos ou exagerarem nos pãezinhos com patês e manteiga que eles servem gratuitamente como entradas, pode pedir um meio filé que alimentará a contento você e sua companheira.

Tratoria Zio Totó
Av. Antônio Diederichsen, 728
Telefone: (16) 3623 0419

Em uma das minhas últimas passagens por São Paulo, aliás na mesma em que estive no Starbucks e que foi tema de post anterior, resolvi que deveria comemorar as boas coisas que estavam acontecendo na minha vida e que iria almoçar em um lugar que há muito tempo queria ir. Assim, desci ladeira abaixo nos Jardins e fui a Rua Barão de Capanema. Fui ao restaurante do Chef Alex Atala, o D.O.M., considerado um dos 50 melhores restaurantes do mundo.


Para quem já está pensando no tamanho do cheque que deixei por lá, quero lhe contar que na hora do almoço o restaurante serve, além de seu tradicional cardápio, o almoço executivo. O almoço executivo do D.O.M. é baseado na tradicional comida brasileira. O cardápio é composto de salada de folhas com tomate, arroz, feijão (2 tipos, roxinho e preto), farofa, couve com bacon, batatinhas sauteé, banana a milanesa e uma carne a escolha: saint pierre, filet de frango ou escalope de filet. O preço, R$ 42,00. É meu amigo, talvez você ache caro de mais para pratos que sua avó faz maravilhosamente bem e que você tem certeza que ninguém faz melhor. A verdade é que eu precisava conferir e saber como se sairia o mais aclamado chef brasileiro no frugal do arroz, feijão e cia… Será possível que é melhor que o da minha avó??? Hehe… Verdade também que era oportunidade para um reles mortal como eu conhecer o restaurante sem a chance de me intimidar com a pompa e os preços que o local poderia me proporcionar no jantar…

E ai você me pergunta, vale os qüarentinha? Meu amigo, eu diria que não… Tudo perfeito, muito bem feito. Destacaria a batatas que eram um primor de crocância e muito macias por dentro e a banana milanesa que era bem sequinha e doce. O restante, talvez tenham sido os melhores que já comi, porém, não conseguia distinguir de outros “melhores do mundo” que já tinha comido por este Brasil afora. Assim, talvez em um self daqueles caprichados você consiga achar melhor custo x benefício.

Cabe ressaltar a apresentação. Tudo é servido em panelinhas de cobre individuais, bem quentinho. Um charme só!
Bem, terminado meu almoço o garçom se dirigiu até mim e fez a famigerada pergunta que os que lutam contra a balança odeiam escutar: vai querer sobremesa? Eu estava mais que satisfeito com as fartas porções da refeição principal, mas achei que não poderia perder a chance de saber como é a sobremesa e um restaurante que é considerado um dos melhores do mundo… hehe…

Ao analisar o cardápio achei bem difícil escolher. Tinha vontade de experimentar todos. Então chamei o garçom e pedi uma sugestão. Bingo! Me sugeriu o tasting dessert, assim eu poderia experimentar várias sobremesas do cardápio… Na verdade eu tava fugindo desta opção pois, claro, era a mais cara delas, R$ 22,00.
Nas sobremesas, a apresentação não era informal como a dos pratos principais, mas de acordo com o que se vê na alta gastronomia. O que veio, em pequenas porções, foi mais ou menos o seguinte: sorbet de manjericão; torta de chocolate ao creme de café; sorbet de uma fruta da Amazônia, que me desculpem, não lembro o nome por ser incomum, mas uma delícia; raviole de banana com calda de maracujá e sorbet de tangerina… Meu amigo, esta última, o ápice do meu dia! É de chorar de emoção comer esta sobremesa! Para quem, como eu, gosta de sobremesas com frutas, que não são muito doces, é simplesmente perfeita. Se o Alex tivesse inventado só isso na vida dele já poderia ser considerado um dos melhores chefs do mundo! Hahahaha…


Ah, não falei mas antes de tudo tem umas entradinhas bem bacanas. Pãezinhos quentinhos e patês, manteiga, entre outros. Destaco o alho assado inteiro no azeite. Ele derrete, é bem suave… Outro destaque nas entradinhas foi a coalhada seca que era bem mais cremosa do que as costumo encontrar nos restaurantes e que também tava divina.

Bem, foi assim minha primeira experiência no D.O.M. Primeira porque em breve arrumarei mas uma boa desculpa pra ter que ir lá para comemorar!

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