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Já está quase na hora do almoço e quando vai chegando este horário vai pintando aquela dúvida cruel: onde vou almoçar hoje?

A verdade é que é um pouco cruel a vida daqueles, que como eu, são obrigados a almoçar em restaurantes todos os dias. No começo esta realidade é excitante. Ela traz a possibilidade de comer coisas diferentes, experimentar novidades, variar o tempero. Mas com o passar do tempo descobrimos que isso não é tão bom assim. Particularmente tudo o que mais desejo na hora de meu almoço é aquela comidinha caseira, sem grandes invenções. Comida repleta de sabor, de aconchego, acho eu que proporcionadas pelo sentimento de amor de quem as prepara (geralmente mães, avós, esposas, e outras pessoas queridas).

Nenhuma outra “confort food” é tão “confort food” quanto a boa comida feita em casa. Quando se come em restaurantes todos os dias, por melhor que estes sejam, a sensação é de que o prazer de almoçar vai se perdendo… Parece que nada que é oferecido é o que gostaríamos realmente de comer naquela hora. Fica o sentimento de que o almoço se restringiu a um simples ato burocrático de se alimentar e garantir a subsistência.

Na semana passada problemas familiares me fizeram ter que correr até minha cidade natal. Como têm sido, fiquei hospedado na casa de minha mãe. Eu que cultivava uma quase rígida dieta não tive como me conter. Foram almoços simples e memoráveis. Foi ótimo não ter que escolher restaurantes por alguns dias. Afinal, tudo o que eu podia querer estava bem ali na minha frente. Comida caseira. Comida simples, preparada com carinho. Acho que engordei alguns quilinhos. Quem se importa??? Rs…

Semana passada falei da questão dos pratos quentes para servimos nossa salada em alguns restaurantes do tipo bufê (por quilo ou por pessoa) e acho que este é o ensejo necessário para ir mais fundo nesta questão e discutir sobre os problemas desta forma de serviço. Eu, particularmente, não gosto de muitos desses restaurantes.

Alguns têm ótima comida, bem preparada, mas é realmente difícil, para mim, sair de um restaurante desses realmente satisfeito. Conto nos dedos àqueles que conseguiram isso.

A verdade é que há várias razões para este meu sentimento. Muitos dos problemas deste tipo de serviço foram muito bem lembrados pelo Luiz Américo em seu blog, tempos atrás. Transcrevo:

“É evidente que um restaurante que trabalha com bufê tem suas limitações. Os pratos estão lá, expostos, prontos, aquecidos, com todos as desvantagens que isso pode gerar numa comparação com uma receita feita à minuta. Alguns ressecam, outros amolecem e aí vai. Anthony Bourdain costuma dizer que comida de bufê é comida morrendo a olhos vistos. Exageros à parte, quem trabalha com o sistema precisa ser cuidadoso e, mais ainda, sábio. Deve montar seu cardápio tendo conhecimento do que funciona, do que não dá certo(…)”

Há também vários outros tipos de problemas com este tipo de serviço:

  • A apresentação dos pratos fica prejudicada. Poucos restaurantes conseguem apresentá-los com estilo, de forma a aguçar nossa “libido” apenas pelo visual dos pratos.
  • A maioria aposta em uma variedade grande de comidas. Isso faz com que, em minha opinião, seja muito difícil comer nesse tipo de restaurante. Não é difícil se perder na variedade de pratos e na vontade de experimentar várias coisas, transformando sua refeição em um verdadeiro samba-do-crioulo-doido! É feijoada com espaguete com peixe com salada e ai vai… Urgg! Isso dá uma baita indigestão! Escolher e harmonizar o que comer não é tarefa fácil. Não acham?
  • Imagina também aquela comida ali toda exposta, com gente conversando enquanto se serve, de mãos sujas… Acho que a assepsia das comidas fica um pouco prejudicada.
  • É também difícil imaginar que um restaurante que faz 50 pratos diferentes (falando bem por baixo, tem uns que tem bem mais que isso) consiga executá-los, todos, da melhor forma. Consiga dedicar o mínimo de cuidado e presteza na elaboração dessas queridas comidinhas. Alguns conseguem se safar desse problema, em uma execução bem feita, com bom resultado, mas muitos escorregam feio nesse ponto.
  • Aqui no centro do Rio de Janeiro, onde almoço todos os dias, tem ainda o problema da lotação das casas. São filas grandes para se servir e depois para pagar a conta. É uma batalha conseguir um lugar… Uma mesa privativa para você ou sua companhia, quase nunca é possível. E o pior, o garçom fica te encarando como quem diz “Hey, vai logo com isso que precisamos desse lugar para outra pessoa!”. Tanto é assim que basta dar a mínima demonstração de que acabou de comer para ter o prato rapidamente retirado da mesa. Fica faltando só o convite para se levantar! Hehe… Dia desses, querendo me servir novamente na pista, pedi ao garçom que mantivesse minha bebida sem ser retirada e que não cedesse o meu lugar. Quando voltei estava sem bebida e sem mesa. E duro que eu sabia que aquilo não ia dar certo…

Mas bem amigos, claro que há os bons do ramo. A nós, que invariavelmente temos que “enfrentá-los”, cabe selecioná-los e nos mantermos fiéis.

E você, concorda comigo?

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Acabei de chegar de uma cafeteria que costumo freqüentar. Acontece que hoje me surpreendi ao perceber que meu troco estava menor pela mesma xícara de café expresso. Eram R$ 2,50, agora são R$ 3,00 pela xícara. Buscando pela memória, acredito que esta é a média das xícaras mais caras, àquelas dos locais que se propõem fornecer cafés feitos de grãos altamente selecionados, daqueles de cultivos ou blends especiais… Mas veja, este lugar não tem nada de mais. Serve sim um bom café, correto, mas só isso. E o que tenho sentido é que este patamar de preço está virando padrão, pelo menos por aqui, e o pior, tem alguns que não valem um tostão furado, de tão mal feitos. Será que uma xícara de café expresso apenas correto, vale três reais? Seria culpa da bolachinha/chocolatinho que agora todas as cafeterias resolveram servir junto com a xícara? Cadê as xícaras vendidas por menos de dois reais?

Sempre achei que o bom café expresso é um dos prazeres de melhor custo-benefício da Terra. Não era preciso racionar, pintou a vontade, dalhe café expresso! Pelo jeito, acho que estes dias estão contados…

E para você, quanto vale um café expresso???

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