Na semana passada passei rapidamente pela simpática cidade de Aracaju, no Sergipe, a trabalho. Apesar do tempo restrito, pude conferir alguma coisa da gastronomia local.

Passando em frente ao Cariri, resolvi provar do famoso caranguejo local. Tive uma desastrosa experiência lidando com o exoesqueleto de dois caranguejos feiosos, magrelos e nada apetitosos. Não gosto nem de lembrar…

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O martelo e os destroços do caranguejo…

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É muito belo o teto do Cariri. Trabalho com tecidos estampados, um charme!

Tive uma muito melhor experiência no almoço. Comi um prato a base de camarões bem agradável no República dos Camarões. Prato com camarões tenros, molho a base de vinho branco e acompanhamento de arroz branco e purê de batatas. Acrescido de uma latinha de refrigerante, minha conta ficou em R$ 24,00.

Mas essas duas refeições não foram programadas e ocorreram por oportunidade. Programei mesmo uma visita ao O Miguel, restaurante já há muitos anos com uma estrela do Guia 4 Rodas. Objetivo: a carne de sol (R$ 24,00 meia porção), recomendada pelo Guia que, em nota, afirma nem ser necessário consultar o cardápio.

Mito ou realidade?

Mito. Bem, o que ocorreu foi que comi uma boa carne, servida em ótimo ponto. Só que os acompanhamentos eram muito fraquinhos. Tirando, talvez, o pirão de leite, que estava gostosinho, o resto não estava à altura da carne (arroz, vinagrete e farofa). Então me pergunto: se este é o principal prato da casa, entendo que muito desta “estrela” que o Guia lhes confere se deve a ele. Mas, uma boa carne de sol, com acompanhamentos fraquinhos, é o que basta para ter uma estrela do Guia? Já comi tantas coisas melhores em restaurantes sem estrela nenhuma…

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Observação: Fui no jantar. Eram umas 20:30 h. Somente uma mesa era ocupada. Apenas um cliente. Eu! Assim, não dá para avaliar o atendimento, que foi super personalizado!

O Miguel

Av. Antônio Alves, 340, Atalaia Velha

Fone: (79)3243-1444

Cariri

Av. Santos Dumont, S/N – Orla da Atalaia

Tel.:(79) 3243-1379

República dos Camarões

Av. Santos Dumont, S/N – Orla da Atalaia

Tel: (79) 3243-2989

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Começa na próxima segunda-feira o Rio Restaurant Week. Para quem não sabe como funciona, uma série de restaurantes oferecem durante o período do evento entrada, prato principal e sobremesa por preço especial único. Os três “courses” custarão R$ 25,00 no almoço e R$ 39,00 no jantar.

O evento ocorrerá do dia 11 ao dia 24 de maio, com a participação de mais de 50 restaurantes da cidade. Infelizmente os mais “badalados” restaurantes da cidade não aderiram ao Restaurant Week. Cada um faz ai sua análise sobre o motivo disso. Acho que a edição de São Paulo, ocorrida em março, teve melhor adesão. Mas, de qualquer forma, há sim restaurantes e cardápios interessantes que merecem ser conferidos.

A lista dos restaurantes participantes  e os cardápios que serão servidos você encontra no web site do Restaurant Week.

Eu tentarei, na medida do possível, aproveitar ao máximo do evento. Se eu fosse você, faria o mesmo!

Depois conto aqui como foi o RRW para mim. Até mais!

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Chegou minha vez de experimentar o frozen iorgute da Yogoberry.

É realmente leve e refrescante. É gostosinho. Não acho que substitua um sorvete tradicional, se esta for a sua vontade. É algo um pouco diferente.

O smoothie, que é o iogurte batido com frutas, deve ser mais interessante. Infelizmente não experimentei.

O produto combina com o Rio de Janeiro. Eu experimentei o gelado na loja do Barra Shopping, ponto que não tem nada haver com o produto. É produto de verão, para ser consumido em lugar aberto, no calor. Para o depois da praia me pareceu perfeito. Portanto, prefira a loja de Ipanema.

O meu custou R$ 10,00: copinho médio com três coberturas. Sem cobertura custaria R$ 8,00, mas o produto não é nada sem coberturas (começa em R$ 6,00, copo pequeno, sem coberturas). Achei caro. O sensacional sorvete do Mil Frutas (que também é caro), começa em R$ 7,00 e não carece de nenhum outro complemento.

Agora, considerando que a loja estava lotada de gente e vendendo sem parar, desconsidere as minhas restrições ao produto. É melhor você ir até uma loja e ter sua própria experiência…

Yogoberry
Barra Shopping e
Rua Visconde de Pirajá, 282, Ipanema
Fone: 3281 1512
Foto do site da Yogoberry. Coincidentemente tomei um igual a esse ai.

Um dos meus lugares preferidos para almoçar aqui no centro do Rio de Janeiro é o Tarantino. É com certeza uma das melhores relações de custo-benefício das redondezas. Prova disso é a fila que se forma na hora do almoço.

O lugar é bem agradável, amplo, e os pratos servidos no sistema a la carte. O serviço é ágil mas a lotação da casa o torna um pouco confuso e apressado demais. Tudo isso combinado com o sistema online de pedidos faz com que não seja possível alterar os acompanhamentos dos pratos do dia.

O que mais gosto é que há boa criatividade nas opções do cardápio, principalmente no menu do dia. Geralmente fico bem indeciso na hora da escolha. Um prato com bebida não alcoólica e 10% do serviço não costuma ultrapassar os R$ 30,00. Com certeza um bom preço para o Rio.

Minha experiência no Tarantino é de comida saborosa, em fartas porções. Já experimentei vários pratos e a maioria deixou boa impressão. A execução nem sempre é perfeita, talvez pelo volume de refeições servidas, mas não chega a comprometer a restauração.

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É, com certeza, uma boa opção para almoço na região central da cidade. A foto ai de cima foi tirada em um dos melhores dias meu lá. Trata-se de espaguete bicolor com primavera de legumes (no ponto perfeito, crocantes) acompanhado de salmão e outros frutos do mar grelhados, todos no ponto exato de cocção. Prato leve e saboroso!

E você, conhece o Tarantino? O que acha?

Tarantino
Rua Senador Dantas 55, Centro
Também na Rua do Rosário, Centro

capaTemporal

Ao provar da deliciosa mostarda caseira que meu novo colega de trabalho, Marcos Temporal, carinhosamente levava para nossa degustação nos intervalos do curso para novos empregados, percebi que eu tinha ali um companheiro com quem tinha muito o que conversar.

Mal sabia eu que era muito mais que isso. Temporal vem de uma família PhD no assunto, e seu pai, em particular, um especialista em vinhos e gastronomia franceses.

Foi quando Marcos me emprestou seu exemplar do livro que o Temporal pai escreveu: “Bom Tempo na França”, Amaury Temporal (Ed. Record).

O Livro narra uma série de viagens de Amaury pela França, onde o objetivo era passar as férias desvendando a cultura gastronômica de uma região do país através do contato com produtores, visitando feiras livres, bistrôs, entre outros.

A estratégia é sempre a mesma: locar uma casa em uma cidade ou vilarejo na região que se queira conhecer e explorar toda a área em um raio de 30 kg. Temporal nos relata particularidades que só uma experiência de vivência e de contato com o povo local pode dar.

O livro é uma grande viagem pela França e uma delícia de ler. Acho que é obra indispensável para qualquer turismo naquele país, especialmente se o objetivo for vivenciar dos vinhos e da gastronomia local. É também diversão de primeira para gourmets, e digo que mesmo os que não planejam viajar para a França vão rever seus planos para as próximas férias.

O livro parece estar fora de catálogo mas achei alguma coisa na internet. Dê uma pesquisada e compre o seu pois é mais que recomendado!

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Esta semana pude experimentar o afamado refrigerante maranhense, Guaraná Jesus. Sabendo que ele estava disponível no restaurante em que eu almoçava, não pude deixar de provar este refrigerante que é de grande orgulho do povo do Maranhão. A estória que ouço é que a engarrafadora local da Coca-Cola comprou a marca depois de desistir de tentar competir com ele.

Mito ou Realidade?

Realidade! Eu gostei bastante. É realmente diferente. O sabor que se pronuncia é de especiarias, principalmente canela. Fica um gostinho bem gostoso na boca. Sabor de guaraná quase não se nota. Deve até dar para harmonizar bacana com pratos asiáticos, marroquinos…. Imagino que, pela cor (rosa-choque!) e sabor, é ótimo para fazer drinques também. O slogan também é ótimo: “O Sonho Cor-de-Rosa”! Kkk…

Acho que poderiam comercializá-lo aqui mais ao sul também. Eu compraria sempre, mesmo preferindo os menos-doces, light. Minha filha iria adorar a cor rosa dele. Hehe…

E você, já experimentou o Guaraná Jesus? O que achou???

Já está quase na hora do almoço e quando vai chegando este horário vai pintando aquela dúvida cruel: onde vou almoçar hoje?

A verdade é que é um pouco cruel a vida daqueles, que como eu, são obrigados a almoçar em restaurantes todos os dias. No começo esta realidade é excitante. Ela traz a possibilidade de comer coisas diferentes, experimentar novidades, variar o tempero. Mas com o passar do tempo descobrimos que isso não é tão bom assim. Particularmente tudo o que mais desejo na hora de meu almoço é aquela comidinha caseira, sem grandes invenções. Comida repleta de sabor, de aconchego, acho eu que proporcionadas pelo sentimento de amor de quem as prepara (geralmente mães, avós, esposas, e outras pessoas queridas).

Nenhuma outra “confort food” é tão “confort food” quanto a boa comida feita em casa. Quando se come em restaurantes todos os dias, por melhor que estes sejam, a sensação é de que o prazer de almoçar vai se perdendo… Parece que nada que é oferecido é o que gostaríamos realmente de comer naquela hora. Fica o sentimento de que o almoço se restringiu a um simples ato burocrático de se alimentar e garantir a subsistência.

Na semana passada problemas familiares me fizeram ter que correr até minha cidade natal. Como têm sido, fiquei hospedado na casa de minha mãe. Eu que cultivava uma quase rígida dieta não tive como me conter. Foram almoços simples e memoráveis. Foi ótimo não ter que escolher restaurantes por alguns dias. Afinal, tudo o que eu podia querer estava bem ali na minha frente. Comida caseira. Comida simples, preparada com carinho. Acho que engordei alguns quilinhos. Quem se importa??? Rs…

img002A Páscoa está chegando e você, que costuma presentear os amigos e parentes com chocolate, cuidado para não presenteá-los com esse da Hershey’s. Refiro-me ao Special Dark, com 60% de cacau e sabor de menta.

Quando o vi na prateleira do supermercado fiquei realmente atraído, adoro chocolatinhos com sabor de menta. Porém, neste da Hershey´s parece que erraram a mão na menta. É forte demais. Você come e fica com a boca “gelada”… Sabe quando escovamos o dente?

Eu não gostei. Se ficou curioso e quiser arriscar… Hehe…

Reportagem super bacana sobre o Guia Michelin apresentada na Globonews. Vale a pena conferir! Clique aqui.

Semana passada falei da questão dos pratos quentes para servimos nossa salada em alguns restaurantes do tipo bufê (por quilo ou por pessoa) e acho que este é o ensejo necessário para ir mais fundo nesta questão e discutir sobre os problemas desta forma de serviço. Eu, particularmente, não gosto de muitos desses restaurantes.

Alguns têm ótima comida, bem preparada, mas é realmente difícil, para mim, sair de um restaurante desses realmente satisfeito. Conto nos dedos àqueles que conseguiram isso.

A verdade é que há várias razões para este meu sentimento. Muitos dos problemas deste tipo de serviço foram muito bem lembrados pelo Luiz Américo em seu blog, tempos atrás. Transcrevo:

“É evidente que um restaurante que trabalha com bufê tem suas limitações. Os pratos estão lá, expostos, prontos, aquecidos, com todos as desvantagens que isso pode gerar numa comparação com uma receita feita à minuta. Alguns ressecam, outros amolecem e aí vai. Anthony Bourdain costuma dizer que comida de bufê é comida morrendo a olhos vistos. Exageros à parte, quem trabalha com o sistema precisa ser cuidadoso e, mais ainda, sábio. Deve montar seu cardápio tendo conhecimento do que funciona, do que não dá certo(…)”

Há também vários outros tipos de problemas com este tipo de serviço:

  • A apresentação dos pratos fica prejudicada. Poucos restaurantes conseguem apresentá-los com estilo, de forma a aguçar nossa “libido” apenas pelo visual dos pratos.
  • A maioria aposta em uma variedade grande de comidas. Isso faz com que, em minha opinião, seja muito difícil comer nesse tipo de restaurante. Não é difícil se perder na variedade de pratos e na vontade de experimentar várias coisas, transformando sua refeição em um verdadeiro samba-do-crioulo-doido! É feijoada com espaguete com peixe com salada e ai vai… Urgg! Isso dá uma baita indigestão! Escolher e harmonizar o que comer não é tarefa fácil. Não acham?
  • Imagina também aquela comida ali toda exposta, com gente conversando enquanto se serve, de mãos sujas… Acho que a assepsia das comidas fica um pouco prejudicada.
  • É também difícil imaginar que um restaurante que faz 50 pratos diferentes (falando bem por baixo, tem uns que tem bem mais que isso) consiga executá-los, todos, da melhor forma. Consiga dedicar o mínimo de cuidado e presteza na elaboração dessas queridas comidinhas. Alguns conseguem se safar desse problema, em uma execução bem feita, com bom resultado, mas muitos escorregam feio nesse ponto.
  • Aqui no centro do Rio de Janeiro, onde almoço todos os dias, tem ainda o problema da lotação das casas. São filas grandes para se servir e depois para pagar a conta. É uma batalha conseguir um lugar… Uma mesa privativa para você ou sua companhia, quase nunca é possível. E o pior, o garçom fica te encarando como quem diz “Hey, vai logo com isso que precisamos desse lugar para outra pessoa!”. Tanto é assim que basta dar a mínima demonstração de que acabou de comer para ter o prato rapidamente retirado da mesa. Fica faltando só o convite para se levantar! Hehe… Dia desses, querendo me servir novamente na pista, pedi ao garçom que mantivesse minha bebida sem ser retirada e que não cedesse o meu lugar. Quando voltei estava sem bebida e sem mesa. E duro que eu sabia que aquilo não ia dar certo…

Mas bem amigos, claro que há os bons do ramo. A nós, que invariavelmente temos que “enfrentá-los”, cabe selecioná-los e nos mantermos fiéis.

E você, concorda comigo?

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