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Saiu no UOL:

“O restaurante espanhol El Bulli, de Ferran Adrià, foi eleito na segunda-feira o melhor restaurante do mundo pelo terceiro ano consecutivo, na lista da revista Restaurant, que tem, no total, sete estabelecimentos espanhóis entre os 50 melhores lugares para comer no mundo.

“É uma vitória de todos, se fosse eu sozinho, seria uma ilha no oceano. Somos setes espanhóis entre os 50 primeiros e três entre os oito primeiros. Esta é uma vitória incrível”, disse Adrià à Radio Nacional. Ele recebeu o prêmio no Freemasons Temple, em Londres.

Alex Atala, do restaurante D.O.M., é o único brasileiro na lista, em 40o lugar.

A cozinha de Adrià, considerada parte da escola da “gastronomia molecular”, que tem enfoque experimental, foi eleita entre os mais de 700 escritores e críticos gastronômicos que elaboraram a lista.

Adrià, cujo restaurante fica na região de Rosas (Gerona), é bastante reconhecido. Ele obteve, entre outros prêmios, a medalha de ouro de Belas Artes e um doutorado honoris causa da Universidade de Barcelona, além de três estrelas Michelin.

O britânico The Fat Duck e o francês Pierre Gagnaire continuaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Logo atrás, vem o espanhol Mugaritz, que conseguiu superar o norte-americano The French Laundry, agora em quinto lugar.

Os outros restaurantes espanhóis da lista são o Arzak, comandado pelo cozinheiro Juan Mari Arzak, em oitavo; El Celler de Can Roca, dos irmãos Joan e Josep Roca, em 26o lugar; e o Martín Berasategui, que leva o nome de seu fundador, em 29o.

Em 31o lugar, aparece o Can Fabes, de Santi Santamaría, junto com o Asador Etxebarri, de Víctor Arginzoniz, recém-incorporado à lista.”

Fonte: Reuters

[Doce de manga com baunilha, criação de Adria]

Em uma das minhas últimas passagens por São Paulo, aliás na mesma em que estive no Starbucks e que foi tema de post anterior, resolvi que deveria comemorar as boas coisas que estavam acontecendo na minha vida e que iria almoçar em um lugar que há muito tempo queria ir. Assim, desci ladeira abaixo nos Jardins e fui a Rua Barão de Capanema. Fui ao restaurante do Chef Alex Atala, o D.O.M., considerado um dos 50 melhores restaurantes do mundo.


Para quem já está pensando no tamanho do cheque que deixei por lá, quero lhe contar que na hora do almoço o restaurante serve, além de seu tradicional cardápio, o almoço executivo. O almoço executivo do D.O.M. é baseado na tradicional comida brasileira. O cardápio é composto de salada de folhas com tomate, arroz, feijão (2 tipos, roxinho e preto), farofa, couve com bacon, batatinhas sauteé, banana a milanesa e uma carne a escolha: saint pierre, filet de frango ou escalope de filet. O preço, R$ 42,00. É meu amigo, talvez você ache caro de mais para pratos que sua avó faz maravilhosamente bem e que você tem certeza que ninguém faz melhor. A verdade é que eu precisava conferir e saber como se sairia o mais aclamado chef brasileiro no frugal do arroz, feijão e cia… Será possível que é melhor que o da minha avó??? Hehe… Verdade também que era oportunidade para um reles mortal como eu conhecer o restaurante sem a chance de me intimidar com a pompa e os preços que o local poderia me proporcionar no jantar…

E ai você me pergunta, vale os qüarentinha? Meu amigo, eu diria que não… Tudo perfeito, muito bem feito. Destacaria a batatas que eram um primor de crocância e muito macias por dentro e a banana milanesa que era bem sequinha e doce. O restante, talvez tenham sido os melhores que já comi, porém, não conseguia distinguir de outros “melhores do mundo” que já tinha comido por este Brasil afora. Assim, talvez em um self daqueles caprichados você consiga achar melhor custo x benefício.

Cabe ressaltar a apresentação. Tudo é servido em panelinhas de cobre individuais, bem quentinho. Um charme só!
Bem, terminado meu almoço o garçom se dirigiu até mim e fez a famigerada pergunta que os que lutam contra a balança odeiam escutar: vai querer sobremesa? Eu estava mais que satisfeito com as fartas porções da refeição principal, mas achei que não poderia perder a chance de saber como é a sobremesa e um restaurante que é considerado um dos melhores do mundo… hehe…

Ao analisar o cardápio achei bem difícil escolher. Tinha vontade de experimentar todos. Então chamei o garçom e pedi uma sugestão. Bingo! Me sugeriu o tasting dessert, assim eu poderia experimentar várias sobremesas do cardápio… Na verdade eu tava fugindo desta opção pois, claro, era a mais cara delas, R$ 22,00.
Nas sobremesas, a apresentação não era informal como a dos pratos principais, mas de acordo com o que se vê na alta gastronomia. O que veio, em pequenas porções, foi mais ou menos o seguinte: sorbet de manjericão; torta de chocolate ao creme de café; sorbet de uma fruta da Amazônia, que me desculpem, não lembro o nome por ser incomum, mas uma delícia; raviole de banana com calda de maracujá e sorbet de tangerina… Meu amigo, esta última, o ápice do meu dia! É de chorar de emoção comer esta sobremesa! Para quem, como eu, gosta de sobremesas com frutas, que não são muito doces, é simplesmente perfeita. Se o Alex tivesse inventado só isso na vida dele já poderia ser considerado um dos melhores chefs do mundo! Hahahaha…


Ah, não falei mas antes de tudo tem umas entradinhas bem bacanas. Pãezinhos quentinhos e patês, manteiga, entre outros. Destaco o alho assado inteiro no azeite. Ele derrete, é bem suave… Outro destaque nas entradinhas foi a coalhada seca que era bem mais cremosa do que as costumo encontrar nos restaurantes e que também tava divina.

Bem, foi assim minha primeira experiência no D.O.M. Primeira porque em breve arrumarei mas uma boa desculpa pra ter que ir lá para comemorar!

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