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Tem dias que são cheios, difíceis… E tem semanas que são cheias desses dias. E quando isso acontece, qual a conseqüência? O blog fica carente, sem posts novos… Este blogueiro fica meio cabisbaixo, jururu, entristecido com a impossibilidade de não poder dividir com seus fiéis leitores suas mais novas teorias (nada conspiratórias) sobre a gastronomia (ou algo que o valha!)…

Mas como que a Fênix surgida das cinzas… Cá estou eu novamente para falar dos prazeres da mesa (e do balcão, da geladeira, da prateleira do supermercado…)! Kkkk…

Bem, tudo isso só para o desabafo desesperado deste que vos escreve, que, com a cabeça repleta de “assuntos” para comentar, não teve um tempinho sequer para escrever essa semana. Fica difícil até escolher sobre o que falar hoje…

Mas como o assunto último foi meu vidrinho de curry para moer na hora, nada melhor que dividir uma receita que fiz dias atrás que se utiliza em profundidade desse nobre tempero. Inspirado nos sabores da Ásia, fica a dica para o seu fim de semana:
– camarões médios
– leite de coco
– óleo de gergelim torrado
– gergelim
– cebolas pequenininhas
– pimenta vermelha
– coentro
– curry, claro!

Levei o leite de coco ao fogo após refogar rapidamente 2 dentes de alho amassados em óleo de gergelim. Acrescentei o curry e as cebolas que precisam ser aferventadas por uns 10 minutos em separado, pois do contrário ficam duras. Coloquei a pimenta e depois de apurar um pouquinho o molho, acrescentei os camarões já salgadinhos. Deixei cozinhar até que os camarões ficassem róseos e desliguei. Acertei o sal. Acrescentei um pouquinho de coentro, só pra dar um gostinho de leve. Ao servir, salpiquei um pouquinho de gergelim sobre os camarões. Ficou muito bom! O resultado:

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Como diria O Chef Alan do Programa Mestre Cuca, tem coisa que é gostosa, tem coisa que é muito gostosa e tem coisa que é suuuupergostosa. Esse filé uma dessas coisas que ficam supergostosas!

A idéia era fazer medalhões de filé mignon com uma crosta bem gostosa, dar aquele crocante à carne e torná-la ainda mais especial.

Geralmente, quando quero fazer um prato que eu nunca fiz ou utilizar de alguma técnica ou ingrediente que eu não tenha familiaridade eu utilizo do mesmo processo: vou até meus livros e a internet e busco várias receitas. Deste amontoado de informações, extraio àquelas que acho mais pertinentes e interessantes e elaboro a minha própria receita.

Acontece de não dar certo? Sim, acontece. Poucas vezes, ainda bem! Mas esta receita especificamente é uma daquelas que eu diria que deu muito certo.

Você vai precisar de:
– Medalhões de filé mignon
– Fatias de pão de forma maceradas
– Pistaches sem casca, em pedacinhos
– Queijo parmesão
– Sal, pimenta do reino, azeite e manteiga

Misture o pão, o parmesão e o pistache, na proporção 2-1-2. Coloque um pouquinho de azeite ao ponto de umedecer a mistura e dar certa liga, mas sem exageros. Reserve.

Tempere os medalhões com sal e pimenta do reino à gosto. Aqueça uma frigideira antiaderente com um pouco de manteiga e azeite. Quando estiver quente, coloque os filés e sele suas partes.

Quando estiverem no ponto, retire os medalhões e com a mão coloque a mistura de ingredientes que formará a crosta, por cima, cobrindo toda a superfície, com boa espessura. Coloque no grill do forno por uns 3 minutos ou até que fique moreninho. Você pode também voltar os medalhões para a frigideira com mais manteiga e com a mistura para baixo, para fazer a crosta. Da primeira forma deu muito certo e evita de utilizar mais gordura.

Para acompanhar fiz batatas cozidas em caldo de carne e vinho tinto. Um molho de cogumelos em vinho tinto também acompanha muito bem o prato.

Nota: acho que eu preciso fazer a consideração aqui de que eu cozinho de forma muito intuitiva e que para mim é muito difícil passar exatas quantidades dos ingredientes de uma receita. Infelizmente. Mas fica o “conceito” da receita, que possibilitará àquele com alguma prática executá-la.

Se tem uma carne que eu adoro é a de cordeiro. Ao contrário de muitos outros países, como os da Europa, onde a carne é amplamente consumida, no Brasil ela ainda faz pouco sucesso. Não sei se é devido ao preço, um pouco alto relativamente à carne bovina ou se é questão do sabor, estranho ao brasileiro…

O sabor é bem característico, e por alguns é tida como sendo uma carne “forte”… Para mim é uma carne de personalidade, e essa personalidade, bem trabalhada, alcança resultados maravilhosos à mesa.

Até minha experiência morando na Inglaterra tinha tido muito pouco contato com essa carne. Mas lá pude consumi-la bastante e passei a admirá-la. Sem contar o quanto é charmoso a forma como os chefs costumam montar os pratos, com os ossos dos carrés voltados para cima e apoiados uns aos outros.

E você, é fã da carne de cordeiro?

Em casa, de vez em quando eu asso um pernil ou uma paleta de cordeiro. Gosto muito dessas partes cortadas em “postas” contra o osso, tipo um ossobuco. Neste corte o resultado é uma carne extremamente macia e cheia de sabor, com brilho, conseqüência do tutano presente nos ossos e liberados durante o cozimento. Mas também faço partes inteiras, que exigem um tempo maior em fogo para assar e atingir os resultados de maciez desejados.

Tempos atrás fiz uma peça de pernil e ficou ótima. É fácil de fazer e agrada a todos os paladares.

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– pernil ou paleta de cordeiro
– sal
– pimenta do reino
– 1 garrafa de vinho tinto seco
– alecrim

Limpe qualquer excesso de gordura da peça, tomando cuidado para não retirar toda a gordura sob pena de ficar com uma carne ressecada ao final do preparo. Passe sal por toda a extensão da carne e pulverize com um pouco de pimenta do reino, sem exageros. Após cerca de 10 minutos, coloque a peça em um recipiente que a caiba e regue com o vinho. Corte ramos do alecrim e distribua por baixo e por cima da peça de cordeiro. Cubra com filme plástico e leve a geladeira, deixando marinar por pelo menos 12 horas. O ideal é de um dia para o outro.

Para assar, retire a marinada deixando não mais que um dedo de espessura de líquido junto à carne. Mantenha os ramos de alecrim. Leve para assar em fogo brando, coberto por papel alumínio por cerca de 2 horas. Retire o papel alumínio e deixe assar por mais cerca de uma hora  (é preciso virar a carne em cada metade dos tempos de cozimento, com e sem papel alumínio).

Se quiser um acompanhamento, pode acrescentar batatas junto à carne na hora restante do cozimento.

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